Mais um dia se passava, e eu me sentia estranha, Era como se eu fosse invisível... Sim invisível.
Passava pra lá e pra cá pelos extensos corredores, Sempre ouvia um, dois , três aliás INÚMEROS comentários sobre minhas vestimentas, Sobre mim e risos, o que eu tenho de errado?
-Esquisita ... - Falou garotas que conversavam entre si, ao meu lado.
Senti meus olhos arderem e meu ar ficar rarefeito. Eu não consigo entender porque sou tratada assim, Eu nunca fiz nada para eles.
Ignorei os comentários negativos seguindo meu trajeto um pouco movimentado. Adentrei
Na sala que estava um silêncio perturbador me sentei em uma das primeiras carteiras tirando meus materiais e colocando na pequena mesinha.
-o que eu tenho de errado? - perguntei para mim mesma, sentindo algumas lágrimas valuntarias em minhas bochechas.
-Oh a esquisita está chorando? - Uma loira se aproximou de mim apenas ouvia sua voz ecoar pelo cômodo junto com algumas risadas de suas amigas - Que bebezinha inútil, Sua mãe deve ter disgosto de você pirralha!
Suas palavras foram como uma faca afiada sendo cravada em meu peito. Saí do cômodo correndo para qualquer cômodo vazio que eu possa chorar em paz sem nenhuma pessoa para me atrapalhar.
...
Me sentei me permitindo deixar as lágrimas cair, como se fossem eu tirando um peso de minhas Costas, como se eu limpasse me alma de toda dor que sinto nesse momento, como se eu me livrasse das humilhações do dia-a-dia, sim porque as humilhações, e xingamentos virou rotina para mim.
Abri minha pequena bolsa, pegando uma pequena lâmina que sempre mantia comigo. Sim eu me corto para diminuir meu sofrimento, minhas cicatrizes é uma lembrança infelizmente não muito boa de todo meu sofrimento.
Cortar-me é como se fosse para descontar minha tristeza, para liberar meu monstro interior.
É como todos falam... Eu sou um monstro imundo.
[ 2 dias depois...]
Faz exatamente dois dias que eu não consigo tirar meu pé fora do meu quarto, Aqui eu me sinto protegida de todo o mau. Minha mãe já tentou levar-me para um médico de doidos, MAS EU NÃO SOU DOIDA, NÃO SOU!
Ninguém me entende.
A cada dia me sinto como se fosse um peso para meus poucos amigos, para minha família e principalmente pela meus pais... Estou decepcionando eles, Que me deram a vida.
Talvez eu apenas seja desgosto como todos falam, apenas um peso.
Adentrei em meu banheiro me olhando no espelho, vendo olheiras visíveis e meu cabelo bagunçado. Estou acabada, Horrível.
Mas logo tive uma ideia, saí de meu quarto indo para a cozinha pegando faca que tinha na pequena mesa. Corri para meu quarto antes que meus pais me atrapalhasse.
Respirei fundo, deixando o oxigênio adentrar e sair de meus pulmões.
Peguei a faca com minhas mãos trêmulas, levei-a até meus pulsos apenas esperando aquele objeto perfurar meu pulso.
Senti minha pele ser rasgada, uma dor fina invadir aquele local.
Lágrimas escorriam pelo meu rosto, a dor era presente. Senti o oxigênio daquele cômodo ficar pesado minha vista embaçada, e logo em seguida um grito fino que eu conhecia perfeitamente, minha mãe.
Ela entrou com seus olhos levemente arregalados, Talvez por me ver naquele estado. Minha vista escureceu, minhas pernas fraqueijava me fazendo cair chão gélido, Logo as mãos quentes de minha mãe rodearam sobre meu corpo.
-Te amo mamãe.... - sussurei para mais velha que também chorava, minha garganta criava um nó, minha vista escureceu por completo e pouco a pouco perdi meus sentidos.
Moral: Não devemos julgar, Brigar, xingar muito menos desmerecer as pessoas, Aliás como eu costumo falar para todos TODOS QUANDO MORRER IREMOS PARA O MESMO CANTO! Somos todos iguais por dentro, vamos lutar por mais Empatia.
Isso mesmo temos que sempre ter empatia com os outros e jamais bullying.
ResponderExcluirNossa me surpreendi! Sempre devemos lutar por um bem melhor e nunca xingar nem nada pq o bullying, a tristeza pode levar a morte!
ResponderExcluirConcordo plenamente, O Bullying é algo muito sério que de a gente não cuidar... Pode se tornar algo horrível
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